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  • Crédito: Getty Images Sport

    Comissário da NBA, Adam Silver defendeu liberdade de expressão nesta terça-feira (8).

Tuíte de Daryl Morey segue repercutindo na Ásia

Adam Silver visita China nesta semana; empresas encerram parcerias com o Houston Rockets
Por: Redação - 08/10/2019 11:30:17

O tuíte de Daryl Morey, general manager do Houston Rockets, em apoio à Hong Kong, ainda gera desdobramentos negativos na relação da China com a NBA. Após a mensagem de Morey, com os dizeres “Lute pela liberdade. Apoie Hong Kong”, diversos parceiros comerciais encerraram seus acordos com a franquia texana, que ainda deverá sofrer boicote nas transmissões do time no país asiático.

Antes disso, porém, a Associação Chinesa de Basquete, presidida por Yao Ming, um dos principais ídolos dos Rockets, já havia suspendido relações com a equipe. Adam Silver, comissário da NBA, vai para Shanghai nesta quarta-feira (9) para tentar colocar panos quentes no caso.

Embora tenha se retratado, afirmando que sua posição pessoal não reflete o pensamento da franquia ou da liga, o embaraço comercial e político protagonizado por Morey ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (8). Adam Silver, comissário da NBA, divulgou um comunicado demonstrando apoio à liberdade de expressão. De acordo com Silver, a liga não vai regular o que jogadores, funcionários e dirigentes dizem sobre essas questões.

 

A CCTV, maior emissora da China, criticou duramente a postura da NBA. “Estamos fortemente insatisfeitos e nos opomos à justificativa de Silver de apoiar o direito de livre expressão de Morey. Acreditamos que qualquer discurso que desafie a soberania nacional e a estabilidade social não está dentro do escopo da liberdade de expressão. Nós iremos investigar imediatamente toda a cooperação e negociações envolvendo a NBA”, disse a emissora em comunicado.

Confira abaixo a declaração de Adam Silver na íntegra:

Nas últimas três décadas, a NBA desenvolveu uma grande afinidade pelo povo chinês. Vimos como o basquete pode ser uma forma importante de intercâmbio de pessoas que amplia os laços entre os Estados Unidos e a China. Ao mesmo tempo, reconhecemos que nossos dois países têm sistemas e crenças políticas diferentes. E, como muitas marcas globais, levamos nossos negócios a lugares com diferentes sistemas políticos em todo o mundo. Mas para aqueles que questionam nossa motivação, isso é muito mais do que expandir nossos negócios. Valores de igualdade, respeito e liberdade de expressão há muito definem a NBA – e continuarão a fazê-lo. Como uma liga de basquete americana, operando globalmente, entre as nossas maiores contribuições estão esses valores do jogo. De fato, um dos pontos fortes da NBA é a nossa diversidade – pontos de vista, origens, etnias, gêneros e religiões. Vinte e cinco por cento dos jogadores da NBA nasceram fora dos Estados Unidos e nossos colegas trabalham em escritórios da liga em todo o mundo, inclusive em Pequim, Hong Kong, Xangai e Taipei. Com essa diversidade, surge a crença de que, sejam quais forem as nossas diferenças, nos respeitamos e valorizamos; e o que temos em comum, incluindo a crença no poder do esporte de fazer a diferença, permanece nosso princípio fundamental. É inevitável que pessoas de todo o mundo – inclusive dos Estados Unidos e da China – tenham pontos de vista diferentes sobre questões diferentes. Não é papel da NBA julgar essas diferenças. No entanto, a NBA não se colocará em posição de regular o que jogadores, funcionários e proprietários de equipes dizem ou não dizem sobre essas questões. Simplesmente não conseguimos operar dessa maneira. O basquete está presente nos corações e mentes de nossos dois povos. Numa época em que as divisões entre as nações se tornam mais profundas e amplas, acreditamos que o esporte pode ser uma força unificadora que se concentra no que temos em comum como seres humanos e não em nossas diferenças”.

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